Governo deixa população sem saúde, segurança e educação, diz líder da oposição

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Foto: Maria Odília, da Agência Alese
Com informações Dilson Ramos, da Agência Alese


Os seis meses do governo Marcelo Déda foram avaliados na sessão desta terça-feira, 28.6, pelo líder da bancada de oposição na Assembleia, deputado estadual Venâncio Fonseca. De acordo com o parlamentar, antes de entrar em recesso, no mês de julho, era preciso fazer um balanço do semestre legislativo. “É um resumo sucinto, é simples, porque não há o que falar”, argumentou.
Venâncio, antes de iniciar seu balanço, prestou solidariedade aos servidores da Saúde, em particular os membros do Samu, que estavam nas galerias. “Começo pela Saúde. Marcelo Déda, após a eleição, disse que o setor seria prioritário, que iria cuidar pessoalmente, ser mais um secretário da pasta, mas piorou. Se a Saúde estava mal, com a adesão de Déda ficou pior”, comentou.

“Pelas faixas que vejo aqui sobre o abandono do Samu, o serviço está sucateado”, disse Venâncio. Segundo ele, os seis meses do governo estão com cara de final de gestão. “A população parece torcer para acabar, está um marasmo. O governador vai para Brasília, fica de ministério em ministério, passa a semana toda, mas nada melhora, é um marasmo total. Todos os setores estão assim”. O deputado declarou que nunca imaginou que Sergipe chegasse a esse ponto. “Já vi vários governos bons e ruins, mas desgoverno é o primeiro”.



O líder da oposição disse que no primeiro governo foi prometido um Plano de Carreira e nada foi feito até agora. “Até hoje não chegou o plano de carreira dos funcionários da Saúde. As fundações viriam para salvar a Saúde, votamos contra porque sabíamos que não iria dar certo e hoje está inviabilizada, deve a todo mundo”, destaca Venâncio, que apontou a falta de crédito até para adquirir um Melhoral. “Devem mais de cinquenta milhões na praça, estão sem crédito. Veio para piorar a situação. Nesse segundo governo ficou pior o cenário e os servidores trabalham com salários defasados”.



Na Educação, comentou Venâncio, a situação está caótica. “(os estudantes) Estão comendo a tal da broinha, e quando tem merenda, falta a merendeira, quando tem merendeira, falta merenda. E quanto tem os dois, falta professor ou as escolas estão caindo. O governo não está cumprindo o piso salarial do magistério. Mandou uma proposta para a Assembleia e a lei só será cumprida em janeiro de 2012, quando será preciso aplicar novo reajuste”, alertou. O líder da oposição disse que nunca um governo havia entrado antes na Justiça contra o Sintese para contestar  a legitimidade do sindicato como representante dos professores.



“Como pode haver segurança numa cidade de trinta mil habitantes com apenas dois policiais? E o soldado não pode sair da delegacia. As viaturas não têm pneu, falta combustível. Mas os contratos desse governo são absurdos, como os duzentos e setenta e dois mil reais pagos a um ônibus que serve ao Ceac”, comentou Venâncio, em seu discurso, lembrando que um empresário em Sergipe oferece o mesmo ônibus equipado por 72 mil por mês. “É uma falta de respeito com o dinheiro público”.



De acordo com o líder da oposição, os contratos dos pardais (fiscalização eletrônica) só foram cancelados porque surgiu denúncia no programa Fantástico. “Mas descobriu-se que o contrato com os pardais, firmado sem licitação, havia vencido em janeiro, é um governo desorganizado”, ironizou o deputado, que falou ainda sobre a crise enfrentada pela citricultura. “Os produtores de Boquim estão falidos. Os viveiristas fizeram mudas com a promessa de vender as mudas, tomaram empréstimos e o governador não honrou suas promessas. A pujança da citricultura acabou nesse governo. Os pomares estão acabados”, lamentou.



A deputada estadual Goretti Reis afirmou que os funcionários do Samu, serviço que segundo ela está abandonado, mereciam sua solidariedade. “Tem profissionais qualificados e as más condições de trabalho deixam os funcionários desmotivados. Querem um Plano de Carreira. Peço que sejam ouvidos pela Mesa de negociações, a categoria precisa ter suas condições salariais revistas. Muitos passaram por faculdades, têm curso de pós-graduação e vivem com salários baixos. E na citricultura a situação é lamentável, os viveiristas foram abandonados”.

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