IMPOSTO DE RENDA: Bancos reivindicam dedução de juro da casa própria no IR

TONI SCIARRETTA/FolhaUol
DE SÃO PAULO

Além de defender a isenção de Imposto de Renda para os investidores que financiarem o crédito habitacional comprando "CDBs imobiliários", os bancos pleiteiam que a Receita Federal permita ao mutuário da casa própria deduzir os juros pagos na declaração anual do IR, como ocorre nos EUA e em vários países europeus.
Segundo Luiz Antonio França, presidente da Abecip (Associação do Crédito Imobiliário), o benefício fiscal dado às duas pontas --investidor e emprestador-- reduzirá o impacto das taxas altas que deverão prevalecer, inicialmente, nos financiamentos sem o dinheiro barato da poupança.
Hoje, os bancos financiam a casa própria captando dinheiro da caderneta, pagando juros tabelados de 6,17% ao ano mais a TR (Taxa Referencial). O dinheiro é emprestado ao mutuário com taxa de até 12% mais a TR.
"Será importante mesmo que seja uma medida temporária para suavizar esse período de transição, quando se esgotar o dinheiro da poupança", disse França.
O presidente da Abecip lembra que essa transição só era esperada quando os juros estivessem abaixo de 8% ao ano --mais próximo do que paga hoje a poupança--, o que não aconteceu por conta do aumento da inflação.
"É um pleito justo e uma forma inteligente de suavizar o impacto das taxas de juros do governo, que seguem altas. A Receita Federal perde de um lado, mas ganha em vários outros. O setor imobiliário é o que mais emprega e puxa vários segmentos da economia", disse Marcelo Prata, presidente da Canal do Crédito, corretora especializada em crédito imobiliário.

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