Brasil terá o adversário que queria nas semifinais

Com informações Folha UOL/SP

A seleção brasileira conseguiu o que queria: vai enfrentar nas semifinais da Liga Mundial de Vôlei a Argentina, a adversária menos complicada. Ok, os argentinos estão com uma campanha surpreendente, terminaram em primeiro lugar do Grupo E, mas não têm tradição de vitória sobre o Brasil. Bem melhor esse adversário do que a Polônia, o time dono da casa, que conta com o apoio da torcida fanática que lota o ginásio e que na fase de classificação deu sufoco para a equipe do técnico Bernardinho. Os poloneses vão decidir uma vaga na final com os russos.

Aliás, vale uma explicação: todo mundo --imprensa, seleção brasileira, outras delegações e etc e tal-- achava que a Itália ficaria com a vaga da semifinal. Mas os italianos, que só de dependiam deles para chegarem às semifinais, provocaram a surpresa da rodada: foram derrotados pela Bulgária, seleção que ainda não tinha ganhado de ninguém na fase final, e por 3 sets a 0. Um vexame. Perderam a vaga para a Polônia, que nesta sexta-feira venceram a Argentina por 3 sets a 2. Crise à vista na Itália.

O Brasil aproveitou a rodada desta sexta-feira para dar folga para cinco titulares: Giba, Murilo, Lucas, Théo e Bruninho. O time começou com o levantador Marlon e o oposto Leandro Vissotto; os centrais Rodrigão e Sidão; os ponteiros Dante e João Paulo Bravo; e o líbero Escadinha. O time estava apático e teve uma atuação para ser esquecida. Titulares que perderam a posição, como Vissotto e Rodrigão, não se preocuparam em mostrar o seu jogo para recuperar a vaga na equipe. O time jogou mal: não foi eficiente nas viradas de bola, nem no saque e nem no bloqueio. Resultado: derrota por 3 sets a 0 para os russos (25/20, 25/20 e 25/17).

Uma questão: até que ponto essa derrota pode abalar o time brasileiro nas semifinais e na final. Ok, a intenção do técnico Bernardinho foi boa: nesta fase decisiva da Liga Mundial, são cinco jogos seguidos, sem folgas. Ele aproveitou que o Brasil já tinha garantido a vaga nas primeiras rodadas das semifinais para dar folga a alguns titulares como Lucas, Giba e Murilo. Mas se não ser zebra, a tendência é que Brasil e Rússia voltem a se encontrar em uma final. E essa vitória vai dar moral para os russos, que nas últimas temporadas têm sempre grandes times, mas na hora da decisão morrem na praia.

Acho preocupante o fato de a seleção brasileira ter perdido da Rússia por 3 sets a 0 e com tanta apatia, mas enfim, vamos torcer. No final das contas, a derrota trouxe um adversário melhor para o Brasil nas semifinais, a Argentina. Aliás, a seleção argentina é muito jovem. Tem média de 22 anos, muito volume de jogo e conta com um grande técnico, Javier Weber. Outro destaque é o ponteiro Facundo Conte, filho do atacante Hugo Conte, uma das estrelas na seleção argentina, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1988. A Argentina tem uma equipe muito jovem, com média de 22 anos e conta com uma de suas principais qualidades, o volume de jogo. É difícil a bola cair na quadra argentina.

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