Vídeo que mostra Kelly Cyclone morta é "inadmissível", diz novo diretor do DPT.

Corpo de Kelly Ciclone | Foto: Reprodução

Além do processo administrativo, também haverá um inquérito policial para inevstigar o caso


O novo diretor do Departamento de Polícia Técnica (DPT) Élson Neves assumiu o cargo nesta sexta-feira (29) já com a missão de investigar o vazamento de imagens mostrando o corpo de Kelly Sales Silva, 22 anos, conhecida como Kelly Cyclone, no Instituto Médico Legal (IML). 
Para Neves, a situação é "inadmissível" e será investigada com todo o rigor. "Temos os melhores peritos de audiovisual e, além do processo administrativo, a Polícia Civil vai instaurar também um inquérito policial para apurar quem gravou e fez a divulgação do material". As imagens durante duram pouco menos de 2 minutos e foram feitas na sala de necropsias do IML.
Segundo Neves, quando os autores forem identificados serão punidos rigorosamente. "Vamos investigar também se existe a necessidade de um reforço na segurança, para que fatos lamentáveis como este não voltem a acontecer".
O laudo da perícia será divulgado em 30 dias.
Novo Secretário de Segurança, Élzon Neves
Hoje, na solenidade de transmissão do cargo, também esteve presente o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa. Neves disse que suas prioridades como novo diretor do DPT são aumentar o efetivo, modernizar e capacitar todo o quadro de funcionário da Polícia Técnica. Outro ponto destacado foi a necessidade de o DPT ter maior presença no interior da Bahia
Desrepeito
Para a família de Kelly, a atitude foi "uma falta de respeito" e, como o IML tem acesso restrito somente a funcionários, o Estado deve se responsabilizar pelo que aconteceu. “Já falei com meu advogado e a gente vai entrar com uma ação contra o Estado. Lá, só quem tem acesso é funcionário do IML, como é que permitiram fazer um negócio desses? Quem fez isso foi uma pessoa sem caráter”, disse a mãe de Kelly, a comerciante Maria Aparecida da Silva. 

“Quando a gente acha que está ficando melhor, vem uma bomba dessas. Essa não é a imagem que a gente gostaria de guardar de minha filha. Ela não teve paz em vida e não estão deixando ter nem depois de morta”, acrescentou.
Kelly foi assassinada no último dia 17 de julho, em Lauro de Freitas, depois de sair do Salvador Fest. A polícia ainda não sabe quem a matou e investiga duas hipóteses - uma de crime passional, com o suspeito sendo Carlos Gustavo Braga, o Gustavinho, 26 anos, e a outra que aponta como autor do crime o traficante Wellington Nunes, o mão.
O crime estaria relacionado com a guerra do tráfico - Kelly  era namorada do traficante Toni Rogério, o Tonny, que, mesmo preso na 23ª Delegacia, em Lauro, continua no controle das bocas da Rua 4, na comunidade de Vila Praiana.
Fonte: Correio 24horas

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