Renúncia de Paulo Britto revolta povo de Propriá

Paulo Britto | Foto: Reprodução Internet
Por:Alessandra Cavalcanti
municipios@cinform.com.br

A comunidade de Propriá - no Baixo São Francisco sergipano - não ficou nada satisfeita com a notícia de que o prefeito Paulo Britto, PT, deixará o cargo em 1º de agosto, passando, assim, o comando da cidade ao vice, José Américo, PSC. As dúvidas são muitas a respeito do real motivo que o levou a tomar esta decisão. Jogo político? Tentativa de desfazer boatos sobre o seu apoio à candidatura de Américo à Prefeitura de Propriá em 2012? Afinal, por que Paulo Britto renunciou, assim, tão de repente?
O povo quer saber. E por essa razão, na última terça-feira, dia 12, o Cinform visitou aquele município na tentativa de conversar com Britto e Américo e deles obter respostas, mas o que encontrou foi abandono e revolta no rosto de cada propriaense. Por telefone, José Américo deixou claro que só se pronunciará em agosto - ou seja, quando receber a administração da cidade. Já o prefeito Paulo Britto não foi localizado pela reportagem.

Para o vendedor Ediclan Martins Batista, 26 anos, o prefeito cometeu um grande equívoco ao renunciar a administração do município. "Ele (Paulo Britto), que dizia amar tanto Propriá, entregou tudo de mão beijada para os outros. Acho que essa foi uma atitude irresponsável e desrespeitosa com as pessoas que o elegeram", ressalta Ediclan.

FRACO

O também vendedor Sérgio Alves dos Santos, 37 anos, considera o prefeito Paulo Britto como 'um político fraco'. "Ele foi um administrador ausente e ainda abandonou o barco andando. O vice-prefeito é uma pessoa boa, mas não sabemos se será um bom administrador. Esperamos que sim. Será um desafio, sem dúvida", diz Sérgio.

O propriaense Wesley Mota Santos, 25 anos, se sente revoltado diante da atitude do prefeito que ele ajudou a eleger. E questiona todas as lutas que Paulo Britto travou na Justiça para se tornar prefeito de uma cidade que ele acaba de abandonar. "Dizem que ele fez isso porque vai assumir uma secretaria no Estado. Não concordo com a atitude e fiquei bastante insatisfeito", lamenta Wesley.

Para o vendedor Luciano Gonzaga, 30 anos, houve falta de compromisso e de ética para com a sociedade. A caixa Josineide Vieira dos Santos, 32 anos, por sua vez, cogita a possibilidade de jogo político. "Acho que ele foi fraco ao entregar o cargo, e espero que o vice faça um trabalho melhor, já que o prefeito deixou tanto a desejar. O hospital da cidade, por exemplo, ainda não foi concluído. Ele (Paulo Britto) é médico, mas deixou a cidade doente", queixa-se Josineide.

Diante de tanto embaraço, o auxiliar de Serviços Gerais Joelson Santos de Souza, 37 anos, faz uma consideração importante. "O prefeito Paulo Britto foi ingrato com quem o elegeu. Quem mais o ajudou, ele abandonou: o povo. Tomara que o próximo faça algo melhor e não pense só em reeleição. E que isto sirva de lição para que pensemos melhor em quem votar, nas próximas eleições", destaca Joelson, revoltado.

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