VISITA PRESIDENCIAL EM ALAGOAS | 'Combater a miséria significa também desenvolver o país', diz Dilma

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma visita Unidade Classificadora e Empacotadora de Farinha
Dilma visita Unidade Classificadora e Empacotadora de Farinha
Para o Brasil crescer, o Nordeste tem que crescer; para o Brasil se desenvolver, o Nordeste tem que se desenvolver. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu na manhã desta segunda-feira (25/7) entrevista às rádios Gazeta AM e Novo Nordeste AM em Maceió (AL). A presidenta reiterou o compromisso do governo federal no desenvolvimento da região e na redução dos índices de pobreza e desigualdade social e pediu apoio da população nordestina.
“Nós temos esse compromisso com o Nordeste (…). E nós temos que contar com a força, a criatividade do povo nordestino para transformar o Brasil numa grande nação, num grande país.”

Em visita a Alagoas para o lançamento regional do Plano Brasil sem Miséria e para firmar, junto aos governadores do Nordeste, Pacto pela Erradicação da Miséria, a presidenta lembrou que combater a pobreza extrema é, necessariamente, investir no desenvolvimento do país e de seu povo. Entre as ações do Plano, a presidenta lembrou da construção de 750 mil cisternas até 2012, cuja concentração está no Nordeste, e da implantação de unidades básicas de saúde nas microrregiões mais pobres apontadas pelo IBGE.
Para o fortalecimento da agricultura familiar, a presidenta informou que o governo passa a comprar, por meio da Conab, alimentos que serão comercializados em supermercados de todo o país com o selo Brasil sem Miséria, que certificará a qualidade e a procedência dos produtos.
“[O Plano Brasil sem Miséria] atinge desde atos concretos como a distribuição de sementes, assistência técnica, passando por serviços de saúde, incluindo água, e também nós fazemos a chamada busca ativa (…). O que nós queremos é chegar até essa população e dar as condições para ela ter acesso a oportunidades, por isso um dos pactos que faremos com os governadores é que cada estado faça um mapa das oportunidades”, disse.
Dilma Rousseff comentou o andamento das obras do canal do sertão alagoano, que levará água potável ao agreste do estado. Ela informou que a primeira fase da obra segue em ritmo acelerado e que será concluída em breve e que a segunda etapa, que resultará na efetiva irrigação até o município de Delmiro Gouveia, será concluída até dezembro de 2012. É necessário a partir de agora – ponderou a presidenta – que se faça o projeto executivo da terceira etapa da obra, integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Questionada sobre a possibilidade de renegociar dívidas de pequenos agricultores junto a bancos públicos, a presidenta lembrou que o governo federal já deu importante passo nesse sentido. Em junho de 2010, a partir de demanda dos próprios agricultores, foi concedida anistia a dividas de até R$ 10 mil e desconto de 70% para saldo devedor entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Para ter direito ao benefício, o agricultor deve procurar a agência bancária concessora do crédito.
“O agricultor deve procurar a agência do banco em que ele contratou o crédito. Se ele não procurar a agência, se ele não fizer o pleito de anistia ou de redução da dívida, ele não vai ter. Quanto mais rápido ele procurar, melhor. E esse processo de renegociação está em curso, ainda não acabou, está aberto”, ponderou.
Sobre a dívida pública do estado de Alagoas, a presidenta assegurou que “o governo federal vai fazer todo o possível para modificar a situação”, que definiu como “muito pesada para o estado”. Uma das saídas é a possibilidade de crédito junto ao BID diretamente aos estados; em outra frente, informou a presidenta, o governo solicitou estudo do Ministério da Fazenda para que haja modificação, dentro dos parâmetros de responsabilidade fiscal, dos indicadores de pagamento da dívidas dos estados junto à União.
Fonte:Ascom/Presidência

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