Giro pelo Interior | Povoados em Areia Branca sofrem sem água encanada

Agripino, prefeito de Areia Branca
| Foto: Reprodução Internet
Há um mês, em sua edição 1474, o Cinform noticiou a precariedade do abastecimento de água no Agreste sergipano. Na época, a situação do povoado Guidinha, em Areia Branca, chamou atenção pelo estado de abandono em que se encontravam seus moradores. 

Sem água encanada, muitos deles arriscavam a própria vida para conseguir o líquido precioso. No entanto, esse tipo de problema não é exclusividade desse pedacinho de terra. Ao longo de todo município, diversos são os exemplos de famílias que padecem por causa da ausência do recurso hídrico. (Leia mais)

Pertencentes à área rural de Areia Branca, a maioria dos povoados têm como principal fonte de renda a agricultura. Assim, o sustento de famílias inteiras depende do plantio de mandioca, quiabo, milho, amendoim, cebolinha e outras culturas. No entanto, os trabalhadores rurais da cidade, assim como as donas de casa e os comerciantes, por exemplo, esbarram em um mesmo problema: a ausência de água encanada. Areias, Boqueirão e Pedrinhas são apenas alguns dos lugarejos que sofrem com a precariedade do abastecimento.


Dividida entre o serviço na roça e o cotidiano de dona de casa, Maria dos Santos enfrenta, desde menina, a escassez. "Aqui não tem água encanada, a gente pega lá no chafariz com o carrinho de mão", revela a moradora do povoado Areias. O que a população chama de chafariz é, na verdade, um conjunto de três torneiras que viabiliza o acesso a um poço da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação - Cohidro. A fonte fica no final de uma estradinha de terra, um pouco afastada no centro do povoado. Por isso, muitas pessoas chegam a pagar para que outros moradores da região lhes tragam, em carroças, galões cheios de água.

Aqueles que possuem uma condição financeira mais favorável instalam poços nas próprias residências. "Eu mesma cavei o meu, tem sete meses", relata a dona de casa Vera Lúcia dos Passos. Para o professor José Ferreira da Silva Ferraz, as limitações enfrentadas na região são fruto do descaso dos órgãos responsáveis. "Isso é falta de compaixão com a pessoa humana. Aqui, onde cavar tem água, mas a administração pública não tem a iniciativa de enviar recursos para cá", reclama.

A equipe do Cinform tentou contatar o prefeito Agripino Santos, PSC, mas ele não foi encontrado. A Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso - possui um sistema integrado de abastecimento. Desta forma, Itabaiana, Areia Branca, Campo do Brito, Macambira e alguns povoados compõem a adutora localizada no Agreste. No entanto, o sistema ainda deixa muitas regiões sem água.



Fonte: Portal Cinform

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