INTERNACIONAL | Noruega enterra 32 vítimas, duas semanas após massacre

Premiê assistiu ao enterro de organizadora do acampamento de verão na ilha de Utoeya

Premiê assistiu ao enterro de organizadora do acampamento de verão na ilha de Utoeya<br /><b>Crédito: </b> Erlend Aas / AFP / CP
Premiê assistiu ao enterro de organizadora do acampamento de verão na ilha de Utoeya
Crédito: Erlend Aas / AFP / CP
A Noruega enterrou, nesta sexta-feira, 32 das 77 vítimas do massacre praticado pelo extremista Anders Behring Breivik no dia 22 de julho, na pior tragédia já vivida pelo país desde a Segunda Guerra Mundial. Como o prometido, o governo norueguês esteve representado em todas as cerimônias onde a presença foi requisitada pelas famílias das vítimas.

O primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, assistiu ao enterro de Monica Elisabeth Boesei, uma mulher de 45 anos conhecida como a "mãe de Utoya" por ser a pessoa encarregada de organizar há 20 anos o acampamento de verão da juventude trabalhista na ilha de Utoeya, onde Breivik apareceu armado e matou 69 pessoas, em sua maioria menores de idade.
"Monica morreu. As rosas choram", disse o primeiro-ministro, antes de inclinar sobre o caixão branco e florido de Boesei. Em todo o país, familiares, autoridades e anônimos também deram adeus às vítimas, entre elas Sharidyn Svebakk-Bohn, chamada de Sissi, assassinada poucos dias depois de completar 14 anos, ou Johannes Buoe, um jovem da mesma idade.

Apresentando-se como um "cruzado" em guerra contra a "invasão muçulmana" e o multiculturalismo na Europa, Anders Behring Breivik, de 32 anos, permanece em prisão provisória em uma cadeia de segurança máxima.

A polícia norueguesa voltou a interrogá-lo na quarta-feira, pela terceira vez desde a detenção. Durante o interrogatório, Breivik explicou viagens ao exterior onde, segundo o advogado dele, buscou grande parte do equipamento utilizado para realizar o massacre. Pouco antes da matança em Utoya, Breivik colocou uma bomba no centro de Oslo que causou a morte de outras oito pessoas.

O advogado do detido deu a entender que outras pessoas teriam ajudado Breivik a obter o material, embora os investigadores considerem que, "com toda a certeza", o agressor agiu sozinho, como ele mesmo afirmou.

Saindo do anonimato pela primeira vez em um jornal nesta sexta-feira, o autor preferido de Breivik, o blogueiro Fjordman (o homem dos fiordes) se distanciou do discípulo, explicando que, após trocar alguns e-mails em 2009 e 2010, rejeitou o pedido de Breivik de se encontrarem.

"Desconheço por que me pediu, mas neguei. Não apenas porque falava de violência, mas também porque tinha a impressão de que era chato como um vendedor de aspirador de pó", explicou o blogueiro, cujo verdadeiro nome é Peder Jense, ao tabloide Verdens Gang (VG).

Fonte: Correio do Povo com AFP 

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