Família busca bebê que desapareceu com a mãe

Bebê desaparecido (Foto: álbum de família)
Mãe foi assassinada e bebê que estava com ela desapareceu de forma misteriosa. Tia garante que avó recebeu ameaça

Por: Kátia Santana
Portal Infonet

O Instituto Médico Legal (IML) identificou Ângela dos Santos Gonzaga, 32, a mulher cujo corpo foi encontrado embaixo da ponte sobre o Rio do Sal, entre os municípios de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, na quinta-feira, 8. Familiares de Ângela e do esposo dela, identificado apenas como Lucas, estão desesperados porque a mulher teria desaparecido na segunda-feira, na companhia do filho, um bebê de pouco mais de um mês de nascido.


De acordo com a versão de Adriana Gonzaga Marques, irmã de Ângela, havia várias pessoas, algumas ligadas ao pai do garoto e até desconhecidas, interessadas em ter a guarda do filho de Ângela. A secretária Vanessa Oliveira, irmã do pai do garoto, confirma a versão. “Minha mãe queria sim criar o menino porque a mãe dele sempre dava os filhos para outras pessoas criarem”, diz. Assim como familiares maternos, os paternos também querem localizar o garoto.

Vanessa Oliveira informou que a mãe dela, que coincidentemente também é Ângela, recebeu telefonemas suspeitos na semana passada, de uma mulher desconhecida, identificada apenas como Cris, que supostamente trabalha em um hospital. Ao telefone, Cris teria feito apelo para a avó intermediar entendimentos com os pais para ter a guarda da criança. “E quando ela percebeu que não conseguia porque minha mãe também quer a criança, essa mulher chegou a dizer que o menino não ficaria nem com minha mãe nem com a mãe dele. E minha mãe ficou preocupada com esta reação dessa mulher”, revela Vanessa Oliveira.

A diarista Adriana Gonzaga, irmã da vítima, levanta suspeita de um possível envolvimento do pai da criança com o assassinato. “Ele disse que ela saiu de casa na segunda-feira, 5, e não retornou mais. Por que ele não procurou a Polícia antes? Por que ele só avisou a família na quinta-feira, 8?”, questiona Adriana. A família de Lucas (o pai do garoto) defende-o, descartando a possibilidade de envolvimento dele no crime. “Não tem nenhuma relação. Ele foi até a Delegacia, mas não conseguiu prestar queixa porque estava sem os documentos dela”, reage Vanessa.

Mãe assassinada(Fotos: álbum de família)
Mas um ponto em comum as famílias possuem: querem a elucidação do crime e que o bebê seja localizado com vida. Ambas também têm interesse na guarda do garotinho.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, sob coordenação do delegado Mário Leoni, do Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP). Na manhã desta sexta-feira, 9, o delegado ouviu o depoimento de Lucas, o marido da vítima. “Por enquanto não há indício do envolvimento dele no crime. Ele foi ouvido e liberado”, informa o delegado. “As investigações prosseguem para desvendar este crime e dar uma resposta à sociedade”, observa o delegado.

A Polícia ainda não conseguiu pistas do paradeiro da criança.

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