Giro Pelo Interior | São Cristóvão homenageia padroeira

As festividades deste ano têm como tema principal “Virgem da Vitória, dai-nos a paz”, pela não violência no município.

O município de São Cristóvão está em festa neste final de semana, em comemoração ao 403º aniversário da igreja matriz, e ao dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Vitória. As festividades deste ano têm como tema principal “Virgem da Vitória, dai-nos a paz”, pela não violência no município.

Segundo conta a história, foi durante a dominação espanhola sobre Portugal que teve início a construção da igreja Nossa Senhora da Vitória, em São Cristóvão. No dia 8 de setembro de 1608, Dom Constantino Barradas, 4º bispo da Bahia, criou a paróquia por ordem do monarca de Portugal, o rei Felipe II. “Na colonização do Brasil pelos espanhóis, o rei Felipe II, que era devoto da santa, pediu sua intercessão em uma luta. Os espanhóis ganharam e, então, o rei pediu que construíssem uma igreja que levasse o nome de Nossa Senhora da Vitória”, disse ela.

No mesmo ano de 1608, o bispo de São Salvador da Bahia criou as paróquias de Cairu, no Espírito Santo de Boipeba; de Nossa Senhora da Vitória de São Cristóvão, em Sergipe; Nossa Senhora da Ajuda, em Jaguaripe; Nossa Senhora da Assunção, em Fortaleza; e Nossa Senhora da Vitória, no Maranhão. Durante esses 400 anos, a paróquia de Sergipe foi administrada por 50 párocos. O primeiro padre foi Gaspar Fernandes. E a partir de 1903, os franciscanos foram os responsáveis pela administração paroquial até o ano de 2005, por solicitação do arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa.

Então, os frades Carmelitas assumiram a administração da paróquia, tendo como administrador o frei Celso e vigário paroquial o frei Osmam Morais. Essa presença à frente da paróquia durou alguns meses, sendo entregue, no dia 29 de outubro do mesmo ano, aos cuidados do padre José Bernardino de Santana Filho, nomeado como pároco pelo arcebispo da capital. Atualmente, a paróquia é contemplada pelo ardor missionário de muitos cristãos leigos e leigas, como também pela família religiosa: frades carmelitas, Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e as Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora.

A informação é que até o ano de 1840 era possível ver sobre a porta principal da igreja as armas reais dos felipenses. Na reedificação do Templo, elas acabaram desaparecendo. “É a paróquia mais antiga de Sergipe. Ou seja, a primeira a ser construída no Estado. Essa é uma festa de muita importância cultural e religiosa para os munícipes, pois faz parte da história de todos, além de ser em homenagem à padroeira”, destacou Avani Cavalcante. De acordo com ela, milhares de fiéis do município de São Cristóvão e de outras cidades devem prestigiar as festividades neste fim de semana.

Tema: “Mãe de Todos os Povos”
Celebrante: Padre Valdoilson
Após a celebração quermesse e bingo realizados pelas pastorais e movimentos.
Responsáveis pela festa: Comunidades Paroquiais – São João Batista, Santa Cruz, Mãe Rainha, São Gonçalo, São Pedro, Santa Terezinha, Virgem dos Pobres, São José Operário, Nossa Senhora da Assunção, Mãe Rainha e Santo Antônio e Nossa Senhora da Conceição.

Domingo (11 de setembro)
Grande dia festivo
Às 5 horas: alvorada festiva com fogos e sinos - São Francisco, Rosário, Amparo, Matriz.
Às 10 horas – Missa Solene
Celebrante: padre José Bernardino, vigário Episcopal.
Às 16 horas – Procissão com a imagem da padroeira e das comunidades. 
Encerramento na frente da igreja matriz com bênção do Santíssimo Sacramento.


Fonte: Portal JC.Net

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